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Acabei de completar a quadrilogia “Alien”, e cheguei à conclusão de que é uma das franquias de horror mais divertidas de se acompanhar, já que cada filme tem sua própria personalidade.

 O primeiro é disparado o melhor da série, e um dos melhores filmes de horror que existem. Obscuro, sombrio, claustrofóbico e de tensão absurda, revelando o Alien gradativamente e permitindo a liberdade de seu ataque a qualquer momento, é o filme em que a criatura se mostra mais ameaçadora. Uma viagem que exala perigo, aliada ao ótimo roteiro de Dan O’Bannon, com reviravoltas e metáforas, como Ripley e o feminismo, a ordem de morte dos passageiros, a rejeição da razão gerando monstros, ao visual espetacular, tanto da nave, como do planeta em que os tripulantes aterrissam, e à direção de Ridley Scott, que explora o físico e o psicológico de uma forma tão genial que seu filme ficou marcado na história do cinema e influencia até hoje o gênero de sci-fi e horror.

 Já o segundo, seguindo o estilo megalomaníaco de seu diretor, James Cameron, é uma grande aventura banhada a muitos tiros e sangue. Os personagens simplesmente não param quietos, e a todo momento há movimento, há tiros e gente sendo morta, muita correria, explosões, grupo de humanos conta exército de aliens, uma verdadeira bomba de adrenalina, um ritmo ágil e intenso. Como não podia deixar de ser, há impressionantes efeitos especiais e o visual é arrebatador, apesar de eu preferir o do primeiro.

 O terceiro lembra muito do David Fincher de “Clube da Luta” e “Millennium”, ou seja, seu filme é sujo, metafórico, pesado. Com visual podre, enferrujado e cinzento, numa escolha de cores que remete ao inferno (amarelo, vermelho e muita fumaça), sua obra mergulha num mundo decadente e estagnado, dominado por homens doentes, loucos e assassinos, e subjugação de mulheres, tanto que Ripley tem lá suas semelhanças com Lisbeth Salander, principalmente em assumir uma posição de independência e liderança. É um dos mais violentos da saga, com baldes e baldes de sangue, porém é o que o Alien menos assusta, já que o CGI não ajudou em nada, e um dos menos divertidos, pois acompanhamos um monte de personagens antipáticos e o andamento da trama é bem irregular.

 Já o quarto e último filme da quadrilogia apostou na quebra de previsibilidade, resultando num filme que foi uma espécie do que “Jason X” foi para “Sexta-Feira 13”. É recheado dos mais estranhos absurdos, com Ripley sendo um clone de intenções duvidosas, grande força e sangue ácido (!), personagens escrotos e bacanas ao mesmo tempo, é todo trabalhado num humor negro esquisito e piadas fora de hora, é situado num mundo futurista, de estética curiosa e visual repetitivo, e consegue ser um dos mais divertidos da franquia, pelo alto nível de WTF presente.

 Enfim, a franquia Alien é um marco na história do cinema sci-fi horror e vale muito a pena uma conferida!

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Avaliação da Franquia:

– Alien – O Oitavo Passageiro (1979): * * * * *

– Aliens – O Resgate (1986): * * * *

– Alien 3 (1992): * * *

– Alien 4: A Ressurreição (1997): * * *

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